ainda raízes

Depois de tanto falar de raízes, desterros, transplantes, o tema ficou aparecendo e reaparecendo - ou eu que fui prestando atenção ou lembrando, possivelmente uma combinação entre essas coisas todas. Uma das coisas de que me lembrei foi do texto do Georges Didi-Huberman sobre o Glauber Rocha , publicado pela n-1 naquela série Pandemia Crítica. Nele, Didi-Huberman conta sobre sua experiência de caminhar no Parque Lage, no Rio de Janeiro e sobre "o mundo radicular da floresta" como imagem de pensamento que lhe permite considerar tanto sobre os sentidos da radicalidade quanto da genealogia. Diz ele: "Não vou às raízes (do passado), portanto; são as raízes que surgem sob os meus passos para modificar radicalmente o meu caminho (para o futuro)". Contra o modelo genealógico da origem una ( a raiz), ligada a um solo e progressivamente orientada para cima (e como não pensar nas ilustrações das teorias eugenistas?!), Didi-Huberman lembra que as raízes são plurais...